OS FILHOS E OS NÃO FILHOS – Qual a diferença entre alma e espírito
MISTÉRIOS DE DEUS
Está em Mateus 10,26 Não os temais, pois; porque nada há de escondido que não venha à luz, nada de secreto que não se venha a saber. Dias atrás colocamos a mensagem de Jesus (transcrita abaixo no final da matéria) recebida durante o retiro, onde ele revelava que em síntese, quanto ao homem, existem os filhos e os não filhos. Eu achava até que isso iria dar mais polêmica do que deu, até quanto aos sacerdotes, mesmo os nossos bons amigos que conhecem o Movimento. Mas na realidade foram poucas divergências, porém muitas perguntas, que merecem mais algumas explicações.
Para entrar neste campo, devemos antes responder a uma dúvida que me acompanhou durante décadas, e que ainda hoje não foi respondida de forma satisfatória e inteligível, nem mesmo pelos bons teólogos. Esta dúvida foi a que mais me foi colocada: Qual a diferença entre “alma” e “espírito”? Seriam a mesma coisa? Vejam, tudo isso são meditações minhas! Cada um pode aceitar ou não, mas gostaria que todos lessem com espírito desarmado e meditassem. Faço isso como leigo, impelido por uma força que está acima de mim, e faço-o porque dos teólogos da Igreja, não se obtém explicações, trazem só fantasias.
Claro que alma e espírito não são a mesma coisa! Mas como definir isso de modo que as pessoas todas entendam? Deus criou do nada toda a matéria morta – embora pulsante – que existe no Universo, e criou também os seres vivos, animais e vegetais, retirados desta matéria “morta”. Digo matéria morta, porque de fato todos os elementos que compõem a tabela periódica da matéria conhecida, são compostos de átomos, e dentro destes átomos os elétrons giram a velocidades espantosas, ao redor de um núcleo. Vamos dizer então: tudo é vivo, tudo pulsa, tudo vibra, porque vive, pulsa e vibra em Deus. Sem um Criador, Onipotente, Onisciente, nada existiria. Tudo obedece a uma ordem de perfeição, eterna, infinita! Sem um planejamento infinito, não haveria o eterno! Somente um Deus Eterno, pode projetar e executar algo infinito.
Os vegetais, as plantas, milhares de espécies delas, cada uma em seu meio ambiente, já cumprem um mistério do amor. E é inexplicável que sem uma força, um poder que a anime, uma árvore de até mais de 100 metros de altura possa sacar os nutrientes e a seiva, desde dezenas de metros abaixo do solo, e sem ter pulmão, nem coração que bombeie, as eleve até aquelas alturas. Tudo obedece a uma ordem de perfeição contínua, a um desejo alheio à “vontade” da planta – claro que plantas não têm vontade, embora sintam e se comuniquem – que as mantém vivas, em perpetuação. Mas deixemos estas!
E vamos aos seres animados. Que é o espírito? Espírito é a realidade da existência! Espírito é a consciência da vida! Os anjos do Céu – e os anjos caídos do inferno – são espíritos, que sabem que existem! E sabem que Deus existe, pois O vêm face a face, ou já O viram como os demônios. Precisariam da alma? Não! Já os homens têm um espírito, um sopro de vida vindo do Criador! Por que razão eu separei: realidade de existir, e consciência do existir? Para separar bem nitidamente as plantas e animais irracionais que são seres vivos, que existem, mas não sabem disso, dos seres inteligentes que têm consciência do existir. Todos, porém, para existirem, dependem do sopro do divino Criador.
E a alma? Alma, no sentido lato da palavra, a têm apenas os homens que são filhos. Alma é nada mais que o SOPRO DO AMOR DE DEUS. No gênesis Deus separa claramente o primeiro homem, feito milhares de anos atrás – homem e não macaco – do segundo homem, o espiritual, Adão, feito de uma genética especial, pura e ímpar. Ao homem Adão Deus Se revelou como a primícia dos seus filhos, e foi dada a ele e a todos os seus descendentes a ALMA, essência do Seu Amor. Deus é AMOR, em toda a plenitude! Ao soprar em Adão a alma, Deus lhe deu de si a semelhança anunciada nas Escerituras, que permitiu ao salmista dizer: Sois deuses, mas morrereis como simples homens!
Em Gênesis 1, está dito que “Deus criou o homem à sua imagem e semelhança”. Imagem é a forma do corpo, e assim o fez porque à imitação de seu Filho Jesus. Jesus tomou a forma humana, a imagem do homem, porque Ele desde o sempre já era. O homem é então feito à imagem de Jesus. Já a semelhança, esta é somente destinada a quem é filho de Deus, semelhante a Deus, porque recebeu Dele o sopro do AMOR, a capacidade de amar, de se doar, de ser humilde, terno, afetuoso, carinhoso, obediente, compreensivo, caridoso, capaz de perdoar, e preocupado com os seus por efeito do amor, não por simples ato de instinto. Como os meros animais! A alma nos leva ao ápice da anulação da própria vontade para mergulharmos em Deus. Os filhos receberam em síntese, o desejo ardente de ADORAR ao seu Deus Criador e Pai. Este desejo irresisitível de adorar a Deus, só é possível no amor.
Ou seja: Sem a alma o homem é apenas um animal racional. Não sente ternura, nem afeto, nem carinho, nem tem caridade, tem apenas o instinto. Vejam a brutalidade dos homens antigos: eis a natureza dos filhos dos homens. Toda “ternura” deles, é mesma que os animais sentem no cio, um sentimento embrutecido, porém. Estes homens hoje ainda existem e co-habitam entre nós, entretanto somente Deus Pai tem a chave para desvendar quem é um ou outro. Porque a imagem é a mesma. E se os filhos dos homens, hoje conservam elementos de afeto é apenas porque o aprenderam dos filhos de Deus. Se Deus não houvesse introduzido seus filhos – o trigo no meio do joio genético humano – ainda hoje os homens viveriam em cavernas, isso se já não se tivessem auto-extinguido.
Vimos então o que é imagem, o que é semelhança, o que é alma e o que é espírito. Como já expliquei no texto anterior – e abaixo – tanto os homens que são filhos quanto os que não são filhos, têm iguais chances de se salvarem, porque os méritos do Sangue de Jesus são extensivos a todos os homens. Os filhos têm a dificuldade de conviver com os que não são, devido a sua natureza viciada, e vivem o dilema de Caim, o primeiro filho que se uniu aos não filhos. Os descendentes de Caim – a semente misturada – e os não filhos – que já existiam antes de Adão – têm nos filhos de Deus o espelho do amor, podem mudar suas atitudes e se unirem aos filhos do Criador. É fantástico perceber que através deste convívio mútuo, Deus nos dá a chance de crescermos em graça e santidade. A ambos! Sem esta luta o méritos seria minimos!
Vejam: Caim desejava que alguém o matasse, porque sentia remorsos por haver matado seu irmão, o que Deus não permitiu, pondo em sua testa um selo. O remorso é um sinal da sua natureza de filho, o arrependimento, coisa que não se dá facilmente entre os não filhos. Eles somente odeiam! Se, mesmo depois de expulsos do Paraíso, Adão e Eva nunca tivessem misturado sua semente aos filhos dos homens, a humanidade seria imensamente mais dócil, mais terna, menos belicosa e mais compassiva. Mas por tal natureza, os méritos eternos depois seriam mínimos, porque a graça resulta do combate tenaz contra os pecados e contra a natureza viciada, e está no vencer – ou não – a tudo isso, e disso advirá nosso mérito – ou não – na eternidade.
Como expliquei no texto anterior, no caso do Êxodo, quando Josué se obrigava a matar todos aqueles povos, isso se dava porque os não filhos eram obstinados no mal, afeitos aos ídolos, aferrados às orgias e as oferendas de crianças em sacrifício aos deuses, e de forma alguma aceitavam, não queriam se submeter ao Deus único. Que, no entanto enviava a eles inumeráveis sinais, basta ler os capítulos 10 a 12 do Livro da Sabedoria. Só seres bestiais não conseguiam atinar com o fato de que seus deuses devoradores de crianças eram apenas imagens de bronze, diabólicas, cruéis, malignas, nada comparados ao Deus vivo e amoroso, que praticava entre os filhos – os judeus – aqueles atos tão espantosos de ajuda. Morte então a eles, eis o decreto, não restava outra alternativa, até para que não contaminassem os filhos, mais do que já estavam.
Como se pode ler em Gênesis 4 e 5, Adão teve mais filhos e filhas – a sua imagem e semelhança (5, 3) – a partir de Set, que era santo e veio a substituir Abel. Sua descendência permaneceu pura – casando-se irmãos com irmãs – segundo os livros apócrifos, até a morte deste Set, que viveu 807 anos. Somente a partir da morte de Set é que começou também a degeneração da semente de Adão, misturando-se aos não filhos. Segundo estes mesmos livros, a depravação daquele povo de não filhos era absurda, eles praticavam orgias em praça pública. Estamos chegando a isso! Tanto que isso vai levar Deus a enviar o Dilúvio, onde preservou apenas o casal Noé e seus três filhos e esposas.
E veio o dilúvio, outra parte das Escrituras que causa muita confusão. Fala-se num Dilúvio Universal, ou seja, que tenha atingido toda a terra. E fala a Bíblia que a Arca de Noé foi parar nas montanhas do Ararat, que pelo que consta têm uma altitude média de 3 mil metros. Ora, imaginar que o dilúvio tenha atingido a extensão de todo o planeta, e coberto até mesmo as mais altas montanhas, seria praticamente triplicar o volume do planeta, senão mais. E imaginar que Noé tenha colocado na arca um casal de cada uma das espécies vivas do planeta, é outro absurdo, se visto ao pé da letra. Nem 10 mil arcas daquelas comportariam tudo.
Como explicar então? Simples! O Dilúvio de fato aconteceu apenas no Oriente Médio, que na época – mais de 7 mil anos atrás – tinha uma configuração geográfica bem diferente da que hoje vemos. Imagine uma catástrofe – praticamente única no planeta – como aquela que aconteceu em Santa Catarina no ano passado. Poucos dias de chuva intermitente, e as montanhas se derreteram como cera diante do fogo. (Sinal dos tempos). Como seria se ficasse chovendo em dilúvio, na região, ou em todo o sul do Brasil, durante quarenta dias e quarenta noites sem parar. Que aconteceria? Dificilmente alguém da região sairia vivo. Morreriam de fome, todos os não afogados!
E foi isso que aconteceu lá. Deus fez inundar todas as colinas da região, como eram naquela época, e a Arca de Noé navegou ao sabor dos ventos até a região de Ararat. Mas então a terra foi coberta com uma coluna de água de mais de 3 mil metros de altura? Não a arca tocou numa colina, e a formação geológica posterior do planeta, nestes 7 mil anos, se modificou, erguendo a cadeia do Ararat, elevando assim juntamente a arca. Todas as montanhas do planeta afinal crescem! E assim a Arca e Noé será achada em breve, nalgum lugar daquela região. Não é mais fácil de entender? E nada disso contradiz as Escrituras!
E quanto aos animais? Ora, Noé, que era descendente puro de Adão, colocou na arca, apenas um casal dos animais que viviam na região a ser inundada, no Oriente Médio para que se preservasse a espécie. Ele não foi à África buscar elefantes, nem veio ao Brasil buscar onças pintadas. Nestas regiões não houve dilúvio e a vida continuou normal, tanto a humana, como animal. Naquela época os índios já estavam aqui. Eles podem ter na gênese a raiz de Caim afinal são passados 3 mil anos. Mas a nós importa saber que Deus preservou três sementes, nos filhos de Noé, que segundo a história se expandiram depois pelo mundo formando as três raças. Mas isso é mera suposição e não nos importa aqui.
Ora, Caim gerou também filhos e filhas, com sua esposa, da raça dos antigos povos, conforme consta das Escrituras. Este povo originário dele se expandiu pelo planeta e foi misturando o sangue original entre todos os povos. Também os descendentes de Adão se expandiram entre os povos, cruzando-se e formando assim todas as nações da terra. Mas por um mistério de Deus, uma perfeição impenetrável da divina Sabedoria, de uma forma inexplicável algumas famílias herdam – e ainda hoje – o sangue puro de Adão, e isso vai ser adiante revelado no grande patriarca Abraão, o pai do povo de Deus.
Abraão vivia em Ur na Caldéia, que ficava na Mesopotâmia, nos rios Eufrates e Tigre, que desembocam no Golfo Pérsico. Para o leitor ter uma idéia das grandes modificações geográficas que aconteceram naquela região, nas Escrituras está dito que na verdade eram quatro os rios que desembocavam no mesmo lugar. Como está em Gênesis 2, 10 Um rio saía do Éden para regar o jardim, e dividia-se em seguida em quatro braços: 11 O nome do primeiro é Fison, e é aquele que contorna toda a região de Evilat, onde se encontra o ouro… 13 O nome do segundo rio é Geon, e é aquele que contorna toda a região de Cusch. 14 O nome do terceiro rio é Tigre, que corre ao oriente da Assíria. O quarto rio é o Eufrates. Faltam, pois, dois rios, o Fison e o Gion…
Pois bem, somente nos últimos anos, os pesquisadores perceberam que na realidade existem os vestígios de dois rios extintos, um que saía dos hoje desérticos terrenos da Arábia, e outro oposto a este, que descia das terras também desérticas do Afeganistão e do Paquistão, confluindo todos para um mesmo lugar, onde ficava o paraíso. Tudo então mudou radicalmente desde os tempos de Adão. Tanto que estes mesmos pesquisadores alegam que o mar do Golfo Pérsico subiu 300 metros, sepultando o lugar onde antes ficava o Paraíso de Adão, conforme a Bíblia descreve. Foi assim que Deus o escondeu dos homens.
Ora, se isso de fato aconteceu – e é bem plausível – por qual motivo a arca não pode ser elevada até o alto do Ararat. Ademais, alguma grande modificação houve no clima do planeta logo depois do dilúvio, porque a Arca foi coberta pelas neves eternas, desde lá até o dia futuro, quando será mais uma vez achada, provando aos cépticos a fidelidade das Escrituras e que o resumo contido na Bíblia não é lenda, mas realidade. Nós não estamos muito distantes do dia em que a arca aparecerá novamente, conservada desde aquele tempo no gelo, devido ao processo acelerado de derretimento das geleiras em todo mundo. Os cientistas estão apavorados com isso, e não demora chegar ao derretimento do Ararat.
Voltando aos filhos e não, ninguém de nós deve ficar questionando ou tentando decifrar se alguém pertence ou não à raça eleita, aos filhos da promessa, porque isso compete só a Deus. Importa saber que existem as duas espécies de homens, e que estas espécies se misturaram através dos milênios. Importa saber que existe uma imensa maioria portadora da mistura de sangue, permeado entre todas as raças e povos e que existe de ambos os lados o sangue puro de cada grupo. Mas pergunto: haveria uma forma de identificar pelo menos aproximadamente?
Penso que existe e pelo que já coloquei acima: nos filhos do AMOR, quanto maior for a pureza do sangue, maior será seu apego à Deus, maior a disposição inata de mergulhar Nele, de reconhecê-lO, como Senhor absoluto e inquestionável. Eles não têm nenhuma dificuldade em aceitar o primado absoluto de Deus em suas vidas, e isso não lhes adveio por mérito, mas simplesmente por um processo extraordinário da infinita perfeição do Altíssimo. Ele criou, Ele fez, Ele decidiu assim, e fez o melhor para cada um dos homens que criou, não importa se filhos ou não. Não há injustiça neste processo! Somente amor!
De fato, meditando bem, eu penso que é muito mais difícil aos filhos não se deixarem contaminar pelo mal, do que aos não filhos o entenderem as maravilhas de Deus. Mas eles se obstinam no mal, lutam contra a Divindade Suprema, se revoltam contra tudo o que a perfeição criou e fazem de tudo para se erigirem como deuses de si mesmos. Há neles uma decisão teimosa e obstinada pela mentira, e hoje vemos que esta semente está mais viva do que nunca entre os homens. São exatamente estas pessoas as que, com fúria teimosa são capazes de combater até as últimas conseqüências aos que lhes trazem estas revelações. Dizem que é injustiça de Deus, quando são eles os injustos! Deus lhes deu já milhões de sinais, lhes estende continuamente a mão, mas eles cospem nela.
Como faziam os povos que habitavam antes as terras de Israel, e que tiveram de ser extintas por Deus, como está no livro de Josué. Aliás, Deus, em Seu conhecimento infinito, sabia que Adão e Eva, seus primogênitos cairiam. Assim, a criação os outros homens antes deles, teve nada mais que o intuito de preparar a terra fora do Paraíso, para os filhos que viriam depois. Assim, Adão já encontrou um povo não somente caçando e coletando, mas também plantando a terra, como fazia seu filho Abel, e armazenando para os meses de escassez. Tudo estava preparado para o bem dos filhos.
O detalhe mais impressionante desta batalha de sete mil anos é exatamente a luta entre o joio e o trigo, não somente por questão de alma, de lei e moral, mas genética. A semente boa, tendente por natureza à bondade e à adoração de um só Deus foi plantada em meio à semente má, ao joio genético – tendente por natureza à maldade e aos ídolos – Deus mesmo fala isso em gênesis 6, quando decide eliminar o homem da face da terra. É que então o crescimento superior do joio havia praticamente sufocado a semente dos filhos, restando apenas Noé e os seus, que eram agradáveis a Deus. E para eles Deus vai novamente abrir espaço na região, a fim de que este se multiplicasse e repovoasse aquela terra bendita.
Vejam, porém, que mal Noé tinha desembarcado da arca, e tendo plantado uma vinha, feito vinho e se embebedado, eis que foi deitar-se nu em sua tenda. E seu filho Cam, vendo aquilo ridicularizou do pai, o que o levou a receber já uma carga de maldição. Prova de que o pecado estava entre eles, e a sina de Adão perdurava, apesar da seleção deles feita por Deus. Estes descendentes de Noé, segundo as Escrituras, começaram a formar a humanidade nova, porque tiveram fora dos ombros a pressão exercida pelos filhos do pecado que os rodeavam. Então, Deus os abençoou novamente, tornou-os fecundos mais uma vez, e assim, durante muitos séculos, este povo não teve contacto com os antigos, que não foram atingidos pelo dilúvio. Foi com eles que Deus fez aliança de nunca mais destruir a terra pelas águas… Mas atenção: agora virá pelo fogo.
Seguindo o plano divino, acabou sem dúvida voltando a corrupção, porque a mistura dos sangues voltou a ocorrer adiante, e mais uma vez caminhando para o mal. Isso vai desembocar na torre de Babel, e enfim na dispersão do homem, em diversas línguas, pelas diferentes regiões do planeta. Quase dois mil anos depois, novamente Deus age em favor da semente de seus filhos, sufocada de novo pelo gene maligno, e vai encontrar a semente pura de Abraão nosso pai, com toda aquela história que já sabemos. Vem também o castigo de Sodoma e Gomorra, para eliminar alguns focos de demonismo extremo, e servir de aviso aos povos de todos os tempos, que Deus condena esta prática por abominável, porque impede o seguimento da vida, o crescei e multiplicai-vos, a geração de filhos e filhas. Se tais povos continuassem a existir, por si mesmos os homens já teriam desaparecido da face da terra.
Há que reafirmar aqui, que embora a existência dos dois tipos de sangue, compatíveis no cruzamento pela origem, aos homens e às criaturas foram dadas absolutamente chances iguais de crescimento e de frutificação para a vida eterna. A chance, de salvação adiante, concedida por Jesus pelos méritos infinitos de Sua Paixão e Morte na Cruz, pode ser sem dúvida, também alcançada pelos não filhos, que continuam tendo pelo convívio com os filhos, a chance de amolecerem seu coração, viverem por força do contato os efeitos da Lei e da Moral divina, originada dos 10 mandamentos, recebendo o selo da filiação. Deus tem seus caminhos para levar também os homens criaturas, ao seu seio eterno.
Uma pergunta que se poderia fazer é quanto ao pecado original. Claro, ele é característico apenas dos filhos, que brotam da semente de Adão. Aqueles que não estão sujeitos ao vínculo natural daqueles que receberem o sopro do Eterno Amor, a alma, óbvio que não têm na gênese a carga deste pecado. Mas tal como os filhos precisam do batismo para eliminar o efeito maligno da origem, os não filhos precisam dele para adquirir o direito ao repouso eterno junto do Pai. É dito que o “Batismo nos torna filhos de Deus e herdeiros do Céu”. Isso é verdade, e se confirma nas Palavras de Jesus. E vale para todos os homens!
Que disse Ele? Quem crer e for batizado será salvo! Ora, seguindo a letra dura desta frase, nós iremos colocar na perdição a maioria dos homens que morrem sem o batismo cristão. Acaso isso acontece? Não, porque Deus tem seus caminhos! Mas vejam, não basta o batismo para salvar-se, é preciso crer em Deus ÚNICO, crer em Jesus, é preciso aceitar a doutrina Católica, Jesus, Maria, anjos, santos, almas… Como poderia Deus dar o Céu a pessoas que não O aceitam, de forma alguma? Como Deus poderia colocar junto dos seus santos, um povo que mesmo vendo-O, continuaria sentindo eternamente saudade dos seus deuses de carne ídolos e bestas? Belo dilema não é mesmo? Que céu confuso!
Uma das grandes falhas da Igreja – mas certamente porque mistério final de Deus – foi não ter se aprofundado na doutrina do Limbo, que entre nós Jesus chama de Mansão Pagã. Esta mansão é destinada a acolher todos os que morrem sem batismo, inclusive os filhos. Vão para o mesmo local ambos, pois como haveria de a Misericórdia Eterna ser infinita, se deixasse desaparecer a maioria dos homens? Nas semanas que passaram, morreu na África uma personalidade importante e colocando em oração, nos foi dito por São Miguel assim: ficará na Mansão Pagã, aguardando os últimos acontecimentos.
Assim, as crianças que morrem sem batismo – inclusive as assassinadas pelo aborto – não entram no Céu diretamente. Elas eram tempos atrás bilhões sem dúvida. Mas Deus fez suscitar na terra, apóstolos do final dos tempos, que as batizassem, embora digam o contrário e estrebuchem os “teólogos”. As crianças protestantes, que recebem um batismo inválido, todas caem lá, e somente sobem para a glória, no momento em que seus pais, de passagem pelo Purgatório – todos eles indistintamente passam lá – aceitam a doutrina perfeita de salvação, conforme a Igreja Católica a prega, com todos os seus Dogmas de fé e seus sacramentos, com Maria e Eucaristia. Então o próprio Jesus as batiza pelo desejo! As de pais católicos não batizadas o podem ser pelos vivos e vão antes.
Tal que, existem revelações ou mensagens atuais, que nos dizem que antes de entrar no Céu, os protestantes recebem a comunhão do Corpo de Cristo, para cumprir a palavra de Jesus em João 6> Quem não come, da minha carne e não bebe do Meu Sangue, NÃO TERÁ, a Vida Eterna. Vejam como nenhuma palavra é vã! Mas, no íntimo de meu ser, por milhares de horas de oração e de meditação, me é posto muito claro de que: os não filhos, não batizados, de outras religiões e idolatrias, que aqui não aceitaram a doutrina do Corpo de Cristo e nunca comungaram, embora recebam a graça da salvação, depois de aceitarem no Limbo a doutrina da Igreja, não terão o mesmo Céu em plenitude, destinado apenas aos adoradores do Deus Único, Trino e Santo, para o Banquete do Novo Reino! Eles serão felizes, mas num céu menor!
Volto a perguntar o que muitos hereges farão: crueldade de Deus? Ora, crueldade é a que os não filhos exercem hoje contra os filhos, uma tirania que aumenta sempre mais e mais, e que parece não ter fim. Crueldade é a que praticam os governantes do ódio, os ditadores e tiranos deste mundo, certamente nenhum deles filho. Crueldade é a dos filhos das trevas, que insistem em criar um mundo pagão, voltando aos moldes de Sodoma antiga, aos moldes de Moloc e Astarte, pela união cabalística de todos os credos, onde a moral – na verdade a ética – brote apenas da decisão do homem; já não mais da Santa lei de Deus, mutável de acordo com a época e o desejo “democrático” de uma insana maioria. Esta obstinação no mal é a prova mais clara de um não filho.
A proposta deles, já em curso em todas as nações é exigência do anticristo e na verdade mostra que eles têm confiança na vitória, porque sabem que os maus já se tornaram mais uma vez maioria, e ameaçam trucidar e sufocar a semente dos filhos de Deus. Como se deu antes do Dilúvio. Apenas que agora Deus não mais agirá – conforme Sua promessa – através de um dilúvio, mas sim através do fogo da Justiça. Isso porque se acendeu já a Sua Santa e Justa Ira, uma vez que a humanidade atual está atingindo os pícaros da loucura, e a avalanche de seus pecados subiu aos céus e já se esparrama diante do trono de Deus. É a Ele que os filhos das trevas pretendem atingir, como em Babel. Com suas torres de orgulho, se desejo insano de seu ato gerir sem Deus. Tudo se repete na história, embora que hoje, em volume maior milhares de vezes.
Importa por último saber que, nenhuma das duas espécies de homens descende do macaco, como querem os defensores da teoria da evolução. E se considerarmos a vida já existente – sem nos atermos primeiramente à origem dela, veremos que é IMPOSSÍVEL que o homem descenda dos símios, porque estes formam uma família diferente, que não permite a geração conjunta. Homens não podem ter filhos com macacas, nem símios podem ter filhos com mulheres. Isso porque a ordem criadora de Deus estabeleceu entre as duas espécies a impossibilidade de cruzamento. E isso é imutável! Não foi possível até hoje, e nunca o será. Os genes de origem impossibilitam isso definitivamente. E isso prova que jamais tivemos origem neles!
Por último, filhos ou não, melhor não sabendo nem querendo saber de sua origem, nós nos devemos unir para a batalha final e decisiva. Tenhamos uma certeza absoluta: Deus irá eliminar para sempre o joio genético, para dar a Nova Terra como prêmio aos filhos vencedores. Apenas a aqueles que portam em seu ser a alma imortal, supremo presente que nos foi dado pelo Criador. Aos outros, seja contaminados pela mistura, seja íntegros ainda como não filhos, o mesmo Criador tem a proposta de salvação. Para estes está no salmo 94, É um povo de coração desviado, que não conhece os meus desígnios. 11 Por isso, jurei na minha cólera: Não hão de entrar no lugar do meu repouso. (Aarão)
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